segunda-feira, 23 de março de 2009

FAMAFEST 2009: Os Prémios


FAMAFEST 2009
XI FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA E VÍDEO DE FAMALICÃO - CINEMA E LITERATURA

ACTA DO JÚRI INTERNACIONAL


Aos dias 20 do mês de Março de 2009, às 23h e 40m, o Júri Internacional do 11º Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Famalicão – FAMAFEST 2009 presidido por Laura Soveral e composto por Uxia Blanco Iglésias, actriz (Espanha, Galiza), Ibrahim Spahic, director do Festival de Inverno de Sarajevo (Bósnia e Herzegovina), Suzana Borges, actriz (Portugal) João Pereira Bastos, musicólogo (Portugal) António Colaço, sociólogo (Portugal), Anxo Santomil, realizador e director de CinemasDixitais (Espanha, Galiza) e Fernando Dacosta, escritor (Portugal) decidiu atribuir os seguintes prémios:


- PRÉMIO DE FICÇÃO JOVEM
“Cântico Negro”, de Hélder Magalhães (Portugal), por maioria;
- PRÉMIO BIOGRAFIA/DOCUMENTÁRIO
“Mestre-Cantor de Wagner, Siegfried de Hitler – A vida e o Tempo de Max Lorenz”, de Eric Schulz e Claus Wisemann (Alemanha), por unanimidade;
- PRÉMIO DE ADAPTAÇÃO DE OBRA LITERÁRIA
“12 = Amo-te”, de Connie Walther (Alemanha), por unanimidade;
- GRANDE PRÉMIO FAMAFEST 2009/LUSOFONIA
“Fernando Lopes Graça”, de Graça Castanheira (Portugal), por maioria;
- GRANDE PRÉMIO FAMAFEST 2009 (Câmara Municipal de Famalicão)
“O Clube da Calceta”, de Antón Dobao (Espanha, Galiza), por unanimidade.


ACTA DO JÚRI DA JUVENTUDE


No dia vinte de Março, do ano de 2009, pelas vinte e duas horas, em Vila Nova de Famalicão, o Júri da Juventude do XI Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Famalicão – Cinema e Literatura, constituído por Ana Regina Abreu, Andreia Silva, Isabel Figueiredo, Catherine Boutaud, Cátia Ferreira, Cláudia Almeida, Joana Mendes, Silvana Fontes, Vanessa Pelerigo reuniu-se para decidir o grande vencedor do Festival, tendo em consideração a importância dos seguintes critérios:
I. Adaptações de Obras Literárias – relação pungente entre cinema e literatura;
II. Biografias e Documentários sobre temas literários – abordando e esmiuçando a complexidade entre os diferentes formatos;
III. Adaptações de obras literárias para crianças e jovens – alertando para a importância da cultura e da cinematografia em particular no público mais jovem.
Por ter o júri considerado que algumas das obras apresentadas revelaram séria qualidade e inovação no panorama cinematográfico, decidiu-se, por unanimidade, atribuir menções honrosas, nomeadamente:
- Melhor curta-metragem - Hélder Magalhães, com “Cântico Negro”, pela simplicidade e coragem demonstrada entre os meios utilizados e a magnificência da imagem aliada à beleza da poesia de José Régio.
- Melhor documentário –Esther Hoffenberg, com “Discorama, Signé Glaser” por ter feito um excurso fabuloso por toda la chanson française, através da hábil capacidade de comunicação de Denise Glaser.
Grande Prémio do Júri da Juventude - Após reunião, decidiu-se atribuir, por maioria, o grande prémio do Júri da Juventude a “La Reine Morte” (“The Dead Queen”), do realizador Pierre Boutron, exibido no Domingo, 15 de Março, por revelar, com o seu argumento, a força do sentir e a pureza do amor, ao longo da História. Esse vence até a morte.



NOTÍCIAS NA COMUNICAÇÃO SOCIAL

O filme "O Club da Calceta", do realizador galego Antón Dobao, foi o grande vencedor do Famafest` 2009 - Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Famalicão, que terminou domingo, anunciou hoje fonte da organização.
O filme, que resulta da adaptação ao cinema da novela homónima de María Reimóndez, constitui "uma profunda reflexão sobre a condição feminina" e reuniu a unanimidade do júri do festival, composto pelas actrizes Laura Soveral e Suzana Borges (Portugal), Uxia Blanco (Galiza), o realizador e director de "Cinemas Digitais" da Galiza, Anxo Santomil, o director do Festival de Inverno da Bósnia, Ibrahim Spacic, o musicólogo João Pereira Bastos, o sociólogo António Colaço e o escritor Fernando Dacosta.
O júri decidiu galardoar com o Grande Prémio da Lusofonia Manoel de Oliveira a película "Fernando Lopes Graça", de Graça Castanheira, de produção nacional.
O filme "12 Means: I Love You", da alemã Connie Walther, recebeu o prémio de Adaptação de Obra Literária.
O Prémio Biografia/Documentário foi para outra obra alemã, "Wagner`s Mastersinger Hitler`s Siegfried", de Eric Schulz e Claus Wisemann.
O Prémio Ficção Jovem ficou em casa, tendo sido entregue ao jovem realizador famalicense Hélder Magalhães, pelo filme "Cântico Negro".
A concurso estiveram mais de 30 filmes oriundos de países como a Itália, Canadá, Alemanha, Bulgária, EUA, Áustria e Espanha, sendo, no entanto, a grande maioria proveniente de França e Portugal. Quase três centenas de títulos se inscreveram, donde resultou a pré selecção que foi exibida publicamente.
O director do FamaFest 2009, Lauro António fez um balanço "muito positivo" do festival, salientando que durante os nove dias do evento cerca de 16 mil pessoas assistiram às sessões programadas. O festival decorreu nos dois auditórios da Casa das Artes, centro do evento, e nos auditórios da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco e do Centro de Estudos Camilianos, em S. Miguel de Seide.
O Famafest`2009 homenageou ainda a carreira de diversas personalidades da cultura portuguesa, com a atribuição do galardão Pena de Camilo. Neste âmbito, referência para as homenagens às actrizes Laura Soveral e Suzana Borges e aos escritores Mário Cláudio e Urbano Tavares Rodrigues e ainda ao actor e encenador de teatro, Luís Miguel Cintra.

in famafest2009.blogspot.com

12 comentários:

Alexandre Pinto Miranda disse...

Sei que não terás a coragem de publicar a minha sincera opinião, mas pelos menos ficas a saber o que penso.
Como tinha dito de nada me surpreendeu a Menção Honrosa, com sabes, já a previa, dadas as circunstâncias. Estava tudo arranjadinho. Para compor o ramalhete o júri da juventude era composto por amigas tuas, não é verdade? A isso se chama isenção.
Em abono da verdade e da justiça, os prémios que te foram atribuídos em nada tiveram a ver com o teu vídeo. Caricato? Não, diria antes ridículo.
Quando se justifica a Menção Honrosa pela magnificência das imagens do teu vídeo, só pode ser ironia. Tu próprio, se fores honesto, sabes muito bem que o termo é um absurdo exagero.
Mas o cúmulo do inesperado estava para vir. Não é que o júri te atribui um prémio? Esse prémio "Ficção Jovem" foi criado propositadamente para ti ou estava já previsto? É que se não estava mais nenhum jovem ou uma curta-metragem a concurso, o prémio deveria mesmo parar às tuas mãos por exclusão de partes. Porém, nos concursos onde a qualidade é o índice mais importante, se a mesma não existir, o prémio pode mesmo não ser atribuído. Sabias disso? Mas há júris e júris, concursos e concursos. Bom, mas tu ganhaste e não há nada a fazer. As injustiças são assim mesmo, houve trabalhos incomensuravelmente melhores que o teu, mas tu é que venceste. Afinal, tu é que eras o jovem realizador famalicense. Olha, isto faz-me lembrar a final da Taça da Liga, em que o árbitro decidiu um campeão. Aquela noite de sábado foi mesmo surreal.
E volto a frisar a tua falta de ética perante os teus pares a concurso. Não foi nada bonito ver-te andar atrás do director do festival e respectivo júri. Não foi nada bonito ver tanta intimidade misturada com descarada bajulice desde a apresentação do festival até à sua conclusão. Já não se respeitam as regras de imparcialidade? Não foi nada bonito ver o Lauro António dar relevo ao teu vídeo na própria conferência de imprensa de apresentação do Famafest. Por fim, não foi nada bonito, por questões de isenção, incluíres o Frederico Corado no teu trabalho, mesmo que essa colaboração tenha sido residual. Deixa-me só dizer-te mais uma coisa. Disseste na apresentação do teu vídeo que tinha sido o resultado de um ano de pesquisa. Deves estar a brincar. Um ano de pesquisa resulta num trabalho daqueles? Agora, como jovem realizador, premiado num Festival Internacional de Cinema e Vídeo, desafio-te a concorreres com o teu vídeo a certames do género. Aposto que nem seleccionado és. Contenta-te com este circo de vaidades tão circunscrito e efémero que não ultrapassa os limites deste concelho. C'est la vie.

"Admiram-se às vezes certas pessoas de que um autor medíocre seja normalmente o triunfador do seu tempo. Mas o autor medíocre é que é admirado pelos medíocres. E a mediocridade é o que há de melhor distribuído pelos homens."

Um abraço.
Alexandre Pinto Miranda
Calendário


Vergílio Ferreira

Helder Magalhaes disse...

Caro Alexandre Pinto Miranda,

Então vamos lá ver uma coisa de cada vez:

Primeiro, fique a saber que eu NÃO CONHECIA nenhuma das raparigas que constituíam o Júri da Juventude. Nem sei como lhe hei-de provar isso (nem tenho de o fazer), mas garanto-lhe que neste mundo existem pessoas agradáveis, que se conhecem em circunstâncias inesperadas e que podem gerar algumas conversas. Com certeza que me deve ter visto a falar com algumas delas, mas garanto-lhe que até à data do Festival eram-me totalmente desconhecidas.

Segundo, tem todo o direito de não gostar do filme e de desconsiderar as razões pelas quais os prémios me foram atribuídos, mas vá lá ver ao regulamento do Famafest e verá que sempre existiu um “Prémio Ficção Jovem”, atribuído à melhor obra destinada aos mais novos ou feita por pessoas mais novas. Tem a certeza de que não havia muitas outras obras a concorrer como curtas metragens e/ou destinadas/feitas por jovens? (escusa de responder, é uma pergunta retórica).

Terceiro, não percebo a birra persistente sobre o Lauro António. Há um ano atrás eu nem sequer conhecia o Lauro António e não deve ser muito difícil de compreender que a presença de um filme feito na cidade onde decorre o Festival é de se ficar muito contente. Não veja o facto de o Lauro António falar do meu filme à comunicação social como um acto de favoritismo porque NÃO O É! Ele falou no filme por se regozijar com o facto de o Famafest estar a dar frutos na terra em que é feito e que isso pode servir de exemplo para outras pessoas. Além de que, sempre que houve filmes a concurso vindos de Famalicão, as pessoas foram todas muito bem recebidas e ninguém tem de se queixar de nada. Há quem acabe a ganhar um prémio e há quem saia de lá sem nada… Como tudo na vida!

Quarto, e muito simplesmente, o Frederico Corado nada teve a ver com o meu trabalho. Tal como o Lauro António, há um ano atrás, nem sequer conhecia o Frederico Corado e, inicialmente, o filme era para ter sido feito com ele. Mas, após a decisão de entrar no concurso, o trabalho foi exclusivamente meu e não vale a pena pegar mais por aí.

Quinto, se esteve presente na Cerimónia de Encerramento, aposto que deve ter ouvido falar na extensão do Famafest para a cidade de Cuiabá (Brasil) e Sarajevo (Bosnia Herzegovina). Já na escola primária aprendi que estas cidades não faziam parte do concelho…, vá se lá saber porquê…

Quanto ao resto, meu caro Alexandre Pinto Miranda, o tempo o dirá…

Abraço, do
Hélder Magalhães

Lauro António disse...

Constou-me que havia por aqui uma polémica e vim ver.
Afinal não há nada disso.
Mas tenho de te dar os parabéns, pelo que aqui vejo. Não pelo teu filme, que é uma merda, no dizer desse “entendido”, mas pela forma como compraste os dez membros do Júri da Juventude, seis dos quais de Famalicão, e os oito do Júri Internacional, onde não havia nenhum de Famalicão, mas a crise deu para comprares um bósnio, dois espanhóis, e cinco portugueses (escritores, musicólogos, actrizes, realizadores, directores de festivais, mas todos com muita fominha pelo que vejo, e facilmente compráveis).
Compraste-me ainda a mim, director do festival, mais familiares e amigos.
Compraste os cerca de 500 espectadores de bateram palmas ao teu filme na noite de inauguração. E mais a centena que passou pela sala do concurso.
Muito chouriço distribuíste. Acabei de comer o meu, com um niquinho de pão, e um copinho de verde (sabes? Aquele que me ofereceste por debaixo da mesa).
Famalicão é uma terra curiosa – Tem gente maravilhosa mas também deve haver por ai muita inveja. E alguns muito esquecidos. Ao que me lembro, em 2001, na terceira edição do Famafest, seleccionei a concurso “Cartas de Angústia”, de um grupo de Famalicão, o Greculeme e, em 2003, um “Cântico Negro”, de um projecto Amacultura, também desse concelho. Nessas alturas fiquei muito contente por haver grupos a trabalharem em vídeo e a fazerem coisas, ainda incipientes é certo, mas que demonstravam vontade e gosto. Não tinham a qualidade do teu trabalho, segundo o que eu penso e muitos outros, mas foram promovidas por mim da mesma forma, por serem trabalhos locais. Pelos vistos fiz mal. Não só não o mereciam cinematograficamente (vê-se agora), como também não humanamente. É o que se depreende desse arrazoado sem sentido, nem ponta por onde se peque, a não ser por uma enorme cauda de inveja e despeita.
Enfim, tens de te habituar ao que há de mais mesquinho na condição humana. Ao que há de mais rasteiro na mediocridade desta gente sem coluna vertebral. É assim mesmo.
Continua a trabalhar e a fazer cada vez melhor. E como dizia o outro, os cães ladram mas a caravana passa (mesmo em Famalicão).
Um abraço.
PS. Não te esqueças de mandar a garrafa de verde branco fresquinha para pagar esta prosa.

Renato_Seara disse...

Bem tenho o receio que o senhor Alexandre Pinto Miranda ache que o Helder também comprou a minha opinião (aliás à coisa de um mês ele ofereceu-me como suborno uma chiclet).
Caro Alexandre a sua "azia" (ou prefere inveja?) em relação ao trabalho do Helder chega ao ponto de me meter "nojo". Que o senhor defenda que um seu trabalho poderá ter maior qualidade do que o do Helder é uma coisa, agora esse seu tipicamente português "bota-abaixismo" é que é revelador que o senhor não tem de facto tanta certeza de ter um trabalho melhor do que o do Helder, afinal sempre ouvi dizer que quem desdenha quer comprar.
O trabalho do Helder obviamente que não será uma obra-prima, mas antes sim o possivel inicio de uma carreira como realizador, pois o senhor não se esqueça que o Helder elaborou a sua curta, praticamente sozinho pelo que independentemente do valor desta nós deveriamos sim, estar aqui a elogiar a coragem e tenacidade do Helder em participar num concurso em que os seus adversarios possuiam por certo maiores meios do que os que ele teve a sua disposição. Mesmo em inferioridade ele foi á luta e deu-se muito bem com isso. Acho que acima de tudo a vontade do Helder e a sua paixão pelo cinema mereceram ser premiadas, ele sabe que tem um longo caminho a percorrer e eu acredito que o prémio Famafest pode contribuir decisivamente para que a medio prazo percamos um engenheiro para ao inves disso ganharmos um bom realizador.
De resto sempre ouvi dizer que as pastilhas Rennie são óptimas para a azia!

Runcolho disse...

Acho que já está tudo dito e "redito" não me vou dar ao trabalho de grandes textos.

Sim, sou grande amigo do Helder há mais de 10 anos mas a minha 'saída em defesa' dele nada tem a ver com isso (se bem que ele hoje pagou-me um McFlurry! hmmm!).

Para não me alongar muito e para completar o comentário do Renato, há quem também aconselhe os sais de fruta Eno.

Helder Magalhaes disse...

Runcolho:

Disseste uma coisa muito engraçada... nós já nos conhecemos há mais de 10 anos...

... 10 anos é muito tempo!...

Abraço.

MRF disse...

ai ai ai, são os custos da fama, Helder. O interesse do teu filme na Universidade, onde certamente serás um exemplo entre estudantes da tua idade, (e onde ninguém te conhece! :), espero que venha a compensar o «arranjinho» que te arranjaram. :P

Beijo enorme

valter hugo mãe disse...

helder,
apercebi-me agora de que ganhaste o prémio ficção jovem. boa. tenho estado longe e não pude acompanhar o famafest mais de perto este ano, mas queria vir dar-te os parabéns. fico muito contente por ti.
sou da terra do régio, fico curioso com o filme.
abraço grande e parabéns.

Helder Magalhaes disse...

Querida MRF,

Obrigado pela oportunidade!

Acredito nela e espero o mesmo (ou ainda mais, se possível) do que você (tu).

Beijinhos, com obrigados, do
Helder

Helder Magalhaes disse...

Caro valter hugo mãe,

como me apraz receber notícias tuas.

Havemos de encontrar uma forma de te fazer chegar o filme. Também estou curioso pela tua opinião.

Obrigado e um abraço, com saudades, do
Helder

Associação Amarcultura disse...

Quisemos ver com os próprios olhos os comentários indignos e desprezíveis dirigidos à nossa associação. Não vamos tecer quaisquer comentários ao que poderá estar na origem destas lamentáveis acusações. Apenas nos restringiremos aos ataques perpetrados por um director de um festival de cinema que, como tal, deveria manter uma compostura irrepreensível.
O senhor director Lauro António vem dizer após estes anos todos que o nosso trabalho não mereceu o prémio atribuído tanto a nível cinematográfico como humano. Depreendemos que os prémios são atribuídos não apenas em função da qualidade técnica dos filmes, mas também das características pessoais de quem os realiza. Estranhos critérios de avaliação.
É caluniosa a insinuação de inveja e despeito. Consideramos que ninguém desta associação merece esses impropérios. Trabalhamos o ano inteiro, SEM FINS LUCRATIVOS, em prol da cultura junto dos mais jovens. Fomentamos a inclusão e a participação activa dos jovens em todas as actividades que realizamos. A isto se chama formação de público. Temos o nosso espaço e as nossas conquistas com muita humildade e mérito próprio. A nossa terra já o reconheceu. É por ela que trabalhamos, sem quaisquer interesses financeiros.
Até o tal trabalho “incipiente”, que não mereceu a “Menção Honrosa”, foi feito com muita dedicação por jovens famalicenses.
E agora, somos acusados de ser um bando de invejosos e despeitados?! Tenha dó!
Como resultado das afirmações do Sr. Lauro António, acordamos devolver à organização do festival a “Menção Honrosa” atribuída em 2003 ao filme “Cântico Negro”, que a seu tempo será entregue ao vereador da Cultura da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

Pela Direcção da Associação Projecto Amarcultura

Lauro António disse...

Cara Associação Amarcultura,
Por partes:
1. “ataques perpetrados por um director de um festival de cinema que, como tal, deveria manter uma compostura irrepreensível”.
“Não foi nada bonito ver o Lauro António dar relevo ao teu vídeo na própria conferência de imprensa de apresentação do Famafest.”
Vocês lêem o que escrevem?
Vocês lêem o que eu escrevi?
Acham que achincalhar Júris, concorrentes e o director de um Festival que tanto vos defendeu a Vocês há uns anos, como defendeu o Hélder agora, não merecia uma resposta?

2. “O senhor director Lauro António vem dizer após estes anos todos que o nosso trabalho não mereceu o prémio atribuído tanto a nível cinematográfico como humano.”
O que escrevi: “Ao que me lembro, em 2001, na terceira edição do Famafest, seleccionei a concurso “Cartas de Angústia”, de um grupo de Famalicão, o Greculeme e, em 2003, um “Cântico Negro”, de um projecto Amacultura, também desse concelho. Nessas alturas fiquei muito contente por haver grupos a trabalharem em vídeo e a fazerem coisas, ainda incipientes é certo, mas que demonstravam vontade e gosto. Não tinham a qualidade do teu trabalho, segundo o que eu penso e muitos outros, mas foram promovidas por mim da mesma forma, por serem trabalhos locais. Pelos vistos fiz mal. Não só não o mereciam cinematograficamente (vê-se agora), como também não humanamente.”
Acham que não posso ter opinião? Pois bem, tenho-a. Nunca me pronunciei sobre o trabalho do H.M. durante o Festival (nem desse nem de nenhum outro concorrente, o que é prática normal em qualquer festival digno), apesar de o facto de ter sido aceite falar por si (desse e de todos os aceites a concurso, em igualdade de tratamento). Mas claro que agora posso dizer o que penso. Ou Vocês pensam que são os únicos a terem opinião? Não são. Podem dizer o que quiserem, mas não podem agredir, insinuar, ofender, caluniar. Isso não desculpo.
O que me repugna, pois, é a falta de poder de encaixe da Vossa parte. Porque apareceu em Famalicão alguém que fez algo merecedor de elogios e de prémios, a Amarcultura só encontra forma de destruir? É assim que “trabalham o ano inteiro, SEM FINS LUCRATIVOS, em prol da cultura junto dos mais jovens.”? É assim que fomentam “a inclusão e a participação activa dos jovens em todas as actividades que realizam.”? É a isso que chamam “formação de público.” Ou só querem ter “o vosso espaço” e “as vossas conquistas”? Mais ninguém pode brilhar na vossa terra?
Lamento muito que tenham iniciado esta polémica totalmente descabida que não deslustra o vosso vídeo de há anos, mas sim a vossa qualidade “humana” que agora ilustram magnanimamente. A isso me referia. Quanto ao Vosso vídeo, como acham que a Menção Honrosa do H.M. foi “tudo arranjadinho”, também devem pensar o mesmo da Vossa. Por isso disse que “não só não o mereciam cinematograficamente (vê-se agora).”
Deixe-se de raivinhas e invejas deslocadas, façam o que quiserem da Menção Honrosa e continuem a trabalhar, SEM FINS LUCRATIVOS, mas certamente com alguns subsídios (camarários? de Junta de Freguesia?), nas Vossa boas acções. E ajudem e promovam os jovens da Vossa Terra, mesmo que não sejam do Vosso “espaço” e que não sejam das “Vossas conquistas”. Inclusão é isso. Exclusão é essa verborreia que permite que digam dislates como este: “Quando se justifica a Menção Honrosa pela magnificência das imagens do teu vídeo, só pode ser ironia. Tu próprio, se fores honesto, sabes muito bem que o termo é um absurdo exagero.”
Por mim acaba aqui esta troca de palavras. Tenho mais que fazer. Sem fins lucrativos. Passem bem, e façam cada vez melhor o trabalho que vos compete, e não este desconchavo de prosa sem sentido. Se é isto que ensinam aos jovens que arregimentam no “Vosso espaço”, mal vai a coisa.