quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Firaga




Ardem, rubras, como olhos de paixão,
como sangue que esvai na imensa verticalidade.
O corpo em tecidos rasgados, doentes membranas
descompassadas da febril mentalidade
num sofrer, morrendo, de ilusão.

E instintos vêm, em consciencialização,
que vermelhos rosais em olhos meus crepitam.
As lágrimas líquidas no limiar explodindo,
estagnado na petrificação dos sentidos que agitam
a alma, desprovida de qualquer emoção.




do autor, etc.
Helder Magalhães

3 comentários:

Runcolho disse...

Pude ver este poema a nascer com os meus próprios olhos uma vez que estava presente no momento em que foi escrito.

Se quiserem ver a minha visão deste poema cliquem aqui.

*** Belinha*** disse...

Es realmente mto a frente, ja sabes o k penso do k escreves, mas realmente surpreendes.me smp knd leio!!!
Beijo

Bruno Teixeira disse...

Hélder,

"Elas também têm sentimentos!" lol

Abraço