
Nota máxima!
Se há tormento que me ocupa a mente, se há medo que me consome o corpo ou suplício que vagueia quem sou, então esse tormento, medo ou suplício só tem um nome, o nome da solidão. No singular, é a saudade; no plural, são os violinos uníssonos mesclados com as teclas compridas de um piano que me fazem recordar-te a preto e branco. É a voz límpida e cristalina que sobressai, rezando um cântico judaico moribundo que chora quem um dia foste; e são os sons graves que me tocam no fundo de um coração que há muito já não existe, gasto por alimentar a nossa condição. É a música que daqui nasce e floresce; e são as lágrimas pesadas de sentimentos, receosas por te ver uma vez mais e dizer-te que ainda te desejo.
Mas aceito o fim. Aquele que impuseste. E porque assim o quiseste, inconsciente.
J.L.