segunda-feira, 24 de maio de 2010

D de solidão

Se há tormento que me ocupa a mente, se há medo que me consome o corpo ou suplício que vagueia quem sou, então esse tormento, medo ou suplício só tem um nome, o nome da solidão. No singular, é a saudade; no plural, são os violinos uníssonos mesclados com as teclas compridas de um piano que me fazem recordar-te a preto e branco. É a voz límpida e cristalina que sobressai, rezando um cântico judaico moribundo que chora quem um dia foste; e são os sons graves que me tocam no fundo de um coração que há muito já não existe, gasto por alimentar a nossa condição. É a música que daqui nasce e floresce; e são as lágrimas pesadas de sentimentos, receosas por te ver uma vez mais e dizer-te que ainda te desejo.


Mas aceito o fim. Aquele que impuseste. E porque assim o quiseste, inconsciente.

J.L.


5 comentários:

Astrid disse...

Eu nem sei se o J.L. tem mais romances que viram luz e poesia nas gavetas, nos armários ou em uns ficheiros muito bem protegidos no portártil dele. Não sei, J,L., parece-me que a tua poesia, faz com que eu imagine que há tempos já te conhecia. Sabes J.L., a força vem de onde viemos, de tudo que acende nossas vidas caladas e ela entende quem somos e vem para acender e mostrar em tudo o que não víamos.

May all your dreams come true (even the ones they laughed at)...

Beijos, flores e estrelas *****

Helder Magalhaes disse...

:')

Um dia falo-te do J.L..
Talvez gostes (ou não) de o conhecer...

Bjsssss, para que os sonhos se realizem, do
helder

O tal de Sequeade disse...

Muito bom J.L. :P

O tal de Sequeade disse...

Muito bom J.L. ;)

Helder Magalhaes disse...

Ele agrade, com toda a sinceridade, e eu também agradeço, por ele!
;)